Necessidades Educacionais Especiais
- millabertier

- 16 de jun. de 2024
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Percorrendo a história da inclusão, percebemos os avanços, mesmo que de forma lenta, no que diz respeito às leis constituintes, leis educacionais e a criação de políticas públicas. Ainda podemos apontar a importância de os meios de comunicações fazerem a inserção de pessoas com deficiência, por exemplo, nos programas televisivos.
Para ir mais além, a inclusão de pessoas com deficiência nos meios de comunicação também desempenha o papel fundamental de promover a diversidade, na desconstrução de estereótipos e preconceitos um impacto muito positivo na vida dessas pessoas no que diz respeito a autoestima mostrando que ela tem valor.
Um novo ponto importante sobre a inclusão, pois a demanda em nosso país, se considerarmos como novas necessidades educacionais especiais, uma vez que a intensificação do fluxo migratório, associada a conflitos bélicos no Oriente Médio e atual situação política de alguns países, mais imigrantes e refugiados têm aportado por aqui (Cláudio Neto, 2018, p.1).
Pensando na necessidade de inclusão desses refugiados, favorece a mudança de percepção e atitude através da mídia e das políticas públicas.
Neste momento tem apresentado uma demanda no que diz respeito aos imigrantes no ambiente escolar, com desafios bastante importante, já que temos a legislação brasileira, que garante o acesso à educação dos mesmos, por meio do Art. 5º e 6º da Constituição Federal de 1988 e no Art. 2º e 3º da LDB.
Levando em consideração um estudo feito no RS - Políticas Públicas Educacionais para Imigrantes e Refugiados no Rio Grande do Sul, constatou-se
“A necessidade de formação auxiliar de trabalho e de ensino de português a priori para que os pais comecem a ter autonomia, se sintam dignos e acolhidos, para que essa proposta se estenda aos filhos na escola. ” (revista URPr, p 11)
O mesmo pode acontecer na escola, ter um programa de acolhimento e orientação que forneçam suporte emocional, cultural, e intensivo de língua portuguesa para que esses imigrantes possam se comunicar de forma mais efetiva e se integrarem mais rapidamente no ambiente escolar.
Para tanto acredito ser necessário uma formação específica de professores, relacionadas às condições sensíveis à essas pessoas que deixaram, por força maior, sua própria cultura para se integrarem a nossa. E existem questões emocionais ou até mesmo podendo identificar traumas, fazendo indispensável até um apoio psicossocial. Pensando inclusive em parcerias com organizações locais para o apoio dessas necessidades especiais.
Cito aqui o serviço multilíngue e multidisciplinar para atendimentos a refugiados e imigrantes oferecidos no RS e reconhecida pelo ACNUR como boa prática institucional (revista UFPr p.13).
“ Foi na construção da democracia no Brasil que surge a necessidade do resgate dos Direitos Humans Civis e Políticos e o ensino destes direitos para a maioria da população. A pedagogia de Paulo Freire (2000) é uma das influências decisivas para o processo, que procura a conscientização das pessoas através da educação. Portanto é na evolução da construção da sociedade brasileira que esta concepção de direitos humanos se amplia” (revista UFPr p. 13)
Fica claro que parte importante do desafio então é acessibilidade comunicacional – possibilitando o mais rapidamente aprendizagem do idioma português, entretanto, não impedindo que nós aprendamos algumas palavras da língua dos imigrantes para demostrar receptividade. Acessibilidade atitudinal- compreensão dos valores da nova comunidade brasileira onde estão sendo inseridos, bem como aos brasileiros entender os valores trazidos por esses imigrantes para facilitar a integração.
Esses trabalhos permitirão eliminar preconceitos, estereótipos, estigmas, estimulando a convivência de estudantes com as mais variadas diferenças (Formação de Professores para Educação Inclusiva, p 11).
Referências Bibliográficas:
A formação de professores para educação inclusiva- Maria A.A.S. Carvalho (IFPB); Patrícia M. F. Silveira (IFBP/CNSA); Marcley L. Marques (IFPB); Ana Paula A. R. Arnaud (IFPB/UERN).
Como minha escola se preparou para receber imigrantes e refugiados- Cláudio Neto, agosto 2018.
Jornal de Políticas Educacionais. Volume 11, N. 22, Dez. 2017- Políticas públicas educacionais para imigrantes e refugiados do Rio Grande do Sul.




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